domingo, 16 de junho de 2013

COMO SER UMA ESTÁTUA VIVA.

Olá pessoal!

Como faz tempo que não postamos, devido a oficina de estátua viva.
vou fazer um passo a passo aqui de como fazer uma obras estátua viva (processo de criação), para aqueles que querem arriscar.


1 º Passo:

Escolha uma temática. Arte é comunicação, escolha algo que gostaria de falar.
Nosso grupo por exemplo, gostaria de falar sobre os deuses Tupi Guaranis, que nunca são lembrados.Sendo que são parte de nossa cultural. Escolheu o tema?! Perfeito! ESTUDE!!!!ESTUDE MUITO!!! Ninguém comunica um tema que não conhece, se torna raso e superficial.
Veja imagens sobre o tema assista peças, leia sobre. No caso do Museu Vivo, estamos buscando imagens, estátuas, textos. TUDO para mamar MUITO!
Buscar imagens do passado:
Buscar imagens no Presente:


Nossa Aprendiz Michelle Queiroz, por exemplo; foi em uma apresentação indígena e dançou com eles, tudo para ter vivência, conteúdo de comunicação.

2 º Passo:

Escolheu o tema, tem de começar a pensar no personagem que será a obra. Tem de pensar como irá faze-lo, lembrando que o Estatuísmo é uma arte de rua e temos de ser práticos. Não adianta mira bolar um monte de coisa. Nem tudo funciona na rua. Tem de ser rápido, pois o publico é transitório. Tem de ser fácil de vestir (sim o estatuísta se troca na rua, não saímos pintado de casa como muitos pensam). Por isso Pensem em coisas Simples, praticas. Lembrando que simples não quer dizer, feito nas coxas o publico é inteligente e sabe o que é bom,  o que é bom é bom, diz por si só.
Começou a pensar, então plasme: Desenhe, pinte, imagine, vá sentindo o sabor de criar... Outra coisa bacana já é pensar em como será feito, que cor, qual a textura que quero reproduzir.
Durante nossa oficina, tivemos aula de desenho e também de observação plástica, onde podemos sentir o gosto de imaginar como será a obra.

Aulas de desenho:

 Busque imaginar a Textura no Personagem, segue um exemplo: Estávamos fazendo  aula de observação, quando vimos essa concha e vimos que seria muito interessante reproduzir essa textura para a sereia Iara. 


O Maior problema é como reproduzir. Quando chegamos nesse questionamento, partimos ao 3º passo.

3º PASSO:

EXPERIENCIAS!!! É o momento de experimentar, testar cores, comprar bisnagas de tintas,  maquiagens, retalhos de tecido, tudo para ERRARMOS MUITO!!! Errar faz parte do processo de criação, se não errarmos não aprendemos a desenvolver novas técnicas. Não adianta ir em um figurinista, ir em um marceneiro, em um pintor ou em um maquiador. O estatuísta tem de se virar, porque não existe ninguém que vai fazer o que você quer, como imaginou. Então se vira! Aprende a fazer! Teste muito, até poder gritar eureca!
Durante a oficina fizemos diversos estudos, para pensarmos na criação dos personagens.

Estudamos texturas de materiais,  como o anjo a baixo por exemplo:
Note como o branco vai se tornando desgastado e sujo com o tempo, 
graças aos efeitos da exposição.
Como podemos reproduzir isso, na roupa? E na Maquiagem para ficar uniforme?
Essas duvidas tem de ser resolvidas com a experimentação.

Tive um problema a um tempo atras, um personagem criado para ser nobre, uma duquesa.
Essa personagem foi toda pintada de verde escuro, para lembrar a textura das estátuas douradas, envelhecidas, que vão ficando verde com a exposição ao tempo. O prolema é que ela ficou muito escura e começou a assustar as pessoas, não gerava a impressão que queria.
Então como experimento pegamos a personagem e fizemos alguns efeitos de luz, como efeito de polimento.

Escurecemos todo o local, vestimos a nossa colega (cobaia rs),
e com um lanterna começamos a iluminar o figurino, para termos noção do ponto de luz.
enquanto isso outra pessoa fotografava. 


Assim podemos escolher o ponto de luz, mais adequado para a comunicação.
Logo em seguida viemos com um esprei dourado no sentido proposto pela luz e pintamos.

Esse foi o resultado, clareou e gerou a nobreza que queríamos. 

Outra coisa, temos que uniformizar a maquiagem a textura proposta, por isso devemos testar muito a 
maquiagem. Buscar diversas maneiras de chegar a solução dos problemas. 
Seguem fotos de um experimento de Maquiagem, para incentivar o desenvolvimento dos aprendizes:
  
Nossa oficina, está agora entrando na fase de preparação do corpo, onde aprendemos técnicas de consciência corporal, respiração, meditação e estática como comunicação.

Achamos esse local para meditação, fantástico.

Bom gente é isso, um breve resumo de como ser um estatuísta (parte de pesquisa). Logo postarei mais coisa sobre trabalho corporal e preparação física. 
E assim que começarmos a confeccionar os figurinos, postarei o passo a passo de cada personagem.
Um grande abraço a todos e até lá.

Museu vivo caminhado.

Olá Pessoal,

Devido a formação da oficina de estátua viva do grupo Estatuísmo, para a montagem do projeto Museu vivo. Não tivemos tempo esse semestre para postagens. Portanto, aí vai um resumo do nosso trabalho de criação das obras, estátuas vivas para o tema desse ano, que será O panteão Tupi Guarani.
Saibam que pra quem quer trabalhar com arte um dos grandes segredos é observar, observe o artista que te influência e que você admira, observe também aqueles que você não admira, se puder conhece-los melhor ainda pergunte, questione, compreenda sua comunicação.
Em nosso trabalho temos a constante troca, os novos participantes do grupo,  podem contar com a instrução do artista plástico Antônio Carlos "Azerutan", com o Designer Harun Reis e comigo Gladys Wosiack,  que sou Formada em Artes Cênicas. Todos Estatuístas de longas datas.
Nossa primeira aula foi um encontro pra sabermos mais daqueles que foram selecionados.
Infelizmente apesar de mais inscritos do que imaginávamos, só podemos selecionar 6 para o curso do projeto devido ao custo não ser patrocinado por nenhum outro apoiador a não ser o próprio grupo.
As aulas seguintes foram de observação plástica, aprender a conhecer materiais, texturas, observar outros artistas, passear no cemitério para ver as estátuas, rs. Bem tudo isso faz parte do Primeiro passo.
o Segundo passo: Fizemos também muita pesquisa referente a temática. Pois isso é fundamental para se defender um discurso. Desde Livros, debates, imagens até dançar com os índios.
Nosso terceiro passo foi Aprender a utilizar as ferramentas do estatuísmo. Desenhamos muito os figurinos que queremos, e como imaginamos, para aqueles do grupo que não sabiam desenhar, parabéns, tiveram de aprender e aprenderam bem. Aprendemos Sobra e luz, para efeitos de figurinos, foi uma aula muito produtiva também,  outra aula bacana desse módulo foi a de maquiagem.
O terceiro passo que é o que estamos agora é a preparação corporal. Tivemos a participação do "Gui"nos oferecendo uma aula de consciência corporal que foi uma delicia, tivemos semana passada meditação, ainda teremos a aula com foco na estática, suavidade e comunicação com o corpo, pra finalizar esse módulo.
Logo depois entraremos na composição de personagem que para a estátua viva já entra a confecção dos figurinos também. É isso pessoal, o trabalho está constante...todo final de semana,  além de alunos e professores, estamos no tornando uma família.







sábado, 5 de janeiro de 2013

Museu Vivo, oficina de estátua viva.

 Sempre tem gente me pedindo informações sobre cursos de estátua viva, ou até mesmo se poderíamos ensinar.
 Bem gente, por iniciativa própria do grupo, estamos abrindo uma oficina de longa duração para as pessoas interessadas no Movimento.
O intuito é criar o Museu Vivo, um projeto em construção desde 2011 e que está tomando forma agora em 2013.
Quem quiser participar basta encaminhar uma carta de interesse para nosso e-mail, os pré selecionados serão postados aqui.  
Os selecionados vão passar por uma entrevista com o grupo, nessa etapa também serão informados pelo blog, e-mail e telefone.
A oficina será gratuita.

Abraços para todos.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Natal em Família

Esse ano que passou também foi bem bacana pra aprender a dar valor em quem está ao lado.
E pra não passar em branco, olha como é o natal de estatuista:


Azerutan de São Francisco, Harun Reis de Anjo Miguel, ambos trabalhando na avenida Paulista com aquela linda decoração de natal, e eu e meu filho tirando onda de turista.

Feliz 2013

Olá Pessoal,
Senti falta de escrever afinal passei algum tempo sem postar.
Muita correria, o grupo estava envolvido com alguns projetos. Como o Museu Vivo.
E montando uma serie de possibilidade para manter viva a arte na Rua.

Trouxe aqui 3 fotos de artistas que se destacaram no ano de 2012, para que possamos trabalhar no desenvolvimento de 2013. Infelizmente, nenhum desses artistas são nacionais, pois a criação de estátuas vivas em 2012 foi bem limitada em nosso país. Gostaria de ver mais obras de tamanha beleza, comunicação e entretenimento em nosso país, mas com a verba publica infelizmente não podemos contar, o que faz o arista investir do próprio bolso e  sabemos não ser tão sustentável. Mas é isso. Torço pela arte nacional e pelos guerreiros que com pouco fazem belíssimos trabalhos.




Sorte pra nós em 2013.

domingo, 8 de abril de 2012

1 º Festival de Estátuas Vivas de Santos

E pra quem pensa que no Brasil não há eventos para essa manifestação artística, aí está; 1º Festival de Estátuas Vivas de Santos.
Uma iniciativa da AT Comunicação e Produção e da Secretaria de Cultura de Santos, e não podemos esquecer da mente pensante do Amauri produtor do evento.
 Trata-se de um evento competitivo, voltado exclusivamente para a divulgação da prática da arte do estatuísmo e suas obras as estátuas vivas. O Festival aconteceu nos dias 22 à 25 de março de 2012. E nós, artistas do movimento do estatuísmo, esperamos que o Festival continue, pois ajuda a divulgar o movimento e levar uma socialização entre os artistas, que são individualistas por natureza já que o movimento é independente. 
Em 2008 que foi a ultima grande reunião desses artistas foram contabilizado 42 estatuístas. Só de São Paulo, havendo alguns convidados do Rio e Curitiba, sabemos que o número é pouco perto da quantidade real do Brasil, mas foi a maior reunião de artistas desse movimento. Esperamos muito que o Festival Santista possa bater esse número, para que tenhamos nova contagem e para que possamos conhecer todos os artistas do movimento do Estatuísmo no Brasil. Desejo a todos os organizadores que continuem o trabalho, que foi lindo e muito prazeroso de ser visto.
Aí vão algumas fotos do evento, e espero logo postar os videos.



























domingo, 5 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Natal Vivo




Hoje depois da entrevista no programa Manhã Maior da REDE TV a qual futuramente vou postar, percebi o quanto os artistas de rua são fortes quando unidos, e como podem mudar a realidade.
Lembrei de um caso em especial, quando nos unimos para fazer o Natal Vivo, nos estatuístas queríamos apresentar durante um dia inteiro e destinar toda verba arrecadada para a compra de brinquedos para doar a crianças de baixa renda. Sabemos que não era nada, perto de tudo que essas crianças realmente necessitavam, mas foi uma forma de por um instante mudar sua realidade.
Estatuístas e companheiros da arte de rua, nunca se esqueçam o quanto somos forte juntos, e o quanto podemos mudar a realidade a nossa volta, mudando pequenas atitudes nossas, e tendo coragem de agir.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

G1 valoriza arte de rua, com uma bela matéria, com sensibilidade e realismo.

Estatuísta: Gladys Wosiack, Estátua-viva: Bailarina

A repórter Lívia Machado, entrou em contato comigo via rede social do Facebook, se identificando como repórter do G1, o portal de informações da Globo.
Todo e qualquer órgão de informação, que valorize a arte de rua, e o movimento do Estatuímo, sempre será muito bem recebido por mim, disse a ela, e disse que topava fazer a reportagem. Foi uma experiencia bacana, de aprendizado, e de resultados para o Estatuísmo.
Quero mt que as pessoas possam ver o quanto essa arte é para elas, o quanto fico feliz de sair de casa tds os dias, sabendo que vou por algum tempo, por meio da minha arte, passar alegria para outros. A arte é para o povo, e deve ir até o povo. Antes de existir os edifícios que abrigavam a arte, já se havia arte nas ruas. E se depender do artista, sempre haverá.
Peço com muita ternura, para que as pessoas, o publico e os artistas que se fascina todos os dias com o movimento, que valorizem... pois é um patrimônio cultural nosso! E quando digo nosso não digo que é um patrimônio nacional, é um patrimônio mundial, pois o mundo inteiro hoje conhece o artista que por meio da estática, da não ação, se aciona contra essa ditadura selvagem das grandes cidades.
Eu sou estatuísta, e amo o que faço.
Para quem quer ver mais sobre a reportagem da Lívia Machado, com fotos do fotografo Caio Kenji, aí está o link: