domingo, 8 de abril de 2012

1 º Festival de Estátuas Vivas de Santos

E pra quem pensa que no Brasil não há eventos para essa manifestação artística, aí está; 1º Festival de Estátuas Vivas de Santos.
Uma iniciativa da AT Comunicação e Produção e da Secretaria de Cultura de Santos, e não podemos esquecer da mente pensante do Amauri produtor do evento.
 Trata-se de um evento competitivo, voltado exclusivamente para a divulgação da prática da arte do estatuísmo e suas obras as estátuas vivas. O Festival aconteceu nos dias 22 à 25 de março de 2012. E nós, artistas do movimento do estatuísmo, esperamos que o Festival continue, pois ajuda a divulgar o movimento e levar uma socialização entre os artistas, que são individualistas por natureza já que o movimento é independente. 
Em 2008 que foi a ultima grande reunião desses artistas foram contabilizado 42 estatuístas. Só de São Paulo, havendo alguns convidados do Rio e Curitiba, sabemos que o número é pouco perto da quantidade real do Brasil, mas foi a maior reunião de artistas desse movimento. Esperamos muito que o Festival Santista possa bater esse número, para que tenhamos nova contagem e para que possamos conhecer todos os artistas do movimento do Estatuísmo no Brasil. Desejo a todos os organizadores que continuem o trabalho, que foi lindo e muito prazeroso de ser visto.
Aí vão algumas fotos do evento, e espero logo postar os videos.



























domingo, 5 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Natal Vivo




Hoje depois da entrevista no programa Manhã Maior da REDE TV a qual futuramente vou postar, percebi o quanto os artistas de rua são fortes quando unidos, e como podem mudar a realidade.
Lembrei de um caso em especial, quando nos unimos para fazer o Natal Vivo, nos estatuístas queríamos apresentar durante um dia inteiro e destinar toda verba arrecadada para a compra de brinquedos para doar a crianças de baixa renda. Sabemos que não era nada, perto de tudo que essas crianças realmente necessitavam, mas foi uma forma de por um instante mudar sua realidade.
Estatuístas e companheiros da arte de rua, nunca se esqueçam o quanto somos forte juntos, e o quanto podemos mudar a realidade a nossa volta, mudando pequenas atitudes nossas, e tendo coragem de agir.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

G1 valoriza arte de rua, com uma bela matéria, com sensibilidade e realismo.

Estatuísta: Gladys Wosiack, Estátua-viva: Bailarina

A repórter Lívia Machado, entrou em contato comigo via rede social do Facebook, se identificando como repórter do G1, o portal de informações da Globo.
Todo e qualquer órgão de informação, que valorize a arte de rua, e o movimento do Estatuímo, sempre será muito bem recebido por mim, disse a ela, e disse que topava fazer a reportagem. Foi uma experiencia bacana, de aprendizado, e de resultados para o Estatuísmo.
Quero mt que as pessoas possam ver o quanto essa arte é para elas, o quanto fico feliz de sair de casa tds os dias, sabendo que vou por algum tempo, por meio da minha arte, passar alegria para outros. A arte é para o povo, e deve ir até o povo. Antes de existir os edifícios que abrigavam a arte, já se havia arte nas ruas. E se depender do artista, sempre haverá.
Peço com muita ternura, para que as pessoas, o publico e os artistas que se fascina todos os dias com o movimento, que valorizem... pois é um patrimônio cultural nosso! E quando digo nosso não digo que é um patrimônio nacional, é um patrimônio mundial, pois o mundo inteiro hoje conhece o artista que por meio da estática, da não ação, se aciona contra essa ditadura selvagem das grandes cidades.
Eu sou estatuísta, e amo o que faço.
Para quem quer ver mais sobre a reportagem da Lívia Machado, com fotos do fotografo Caio Kenji, aí está o link:

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Zá Pieta, a mãe do estatuísmo no Brasil

Zilda Piedade dos Reis é Zá Pieta, A mãe do estatuísmo no Brasil.
Essa artista brasileira, foi uma das percursoras femininas do estatuísmo no Brasil.
Fez do estatuísmo ua arte em família, dos 4 filhos 3 já fizeram ou fazem parte do movimento. Zá, sempre foi sonhadora, e idealizou muitas coisas para o movimento, como a ABREVIVA uma associação para os estatuístas, mas que por falta de união entre os estatuístas nunca chegou a se oficializar.
Em 2008, Zá, Harun Reis, e Macelo Zargo, com o apoio de outros estatuístas, conseguiram por meio da ABREVIVA, um ato inédito, juntaram por volta de 45 estatuístas, em uma exposição, a primeira exposição de estátuas vivas no Brasil, que aconteceu na Virada Cultural Paulita, e que serviu como uma documentação, bem expressiva para a manifestação.
A exposição durou 24 horas, com obras expostas.
Zá Pieta também deu um grande apoio para o desenvolvimento plástico, com sua habilidade para a custura, e desenvolvimento de figurino. Ajudou outros estatuístas, em seu processo de criação, e apresentou a diversos artistas esse universo magico, que é o de dar vida ao estático.

Zá Pieta e Harun Reis ( seu filho) no Programa Balanço Geral

Obra: A Dama da Paz

domingo, 13 de novembro de 2011

A mulher no estatuísmo

Tania Mujica , Estátua viva: Boneca de Corda

Nany: Estátua viva: O menino de Santos

Gladys Wosiack (eu), Estátua viva: A Camponesa

Zilda Piedade dos Reis, Estátua viva : A dama da paz


Poucas são as mulheres que fazem parte desse movimento artístico, pois a rua é um lugar muito complicado para a mulher. Porem elas contribuem muito para a evolução do movimento, outra coisa maravilhosa em seu trabalho é a sensibilidade, a delicadeza dos personagens que assumem formas plásticas, de formas e curvas harmoniosas, outra coisa que chama a atenção nas estatuístas é a delicadeza e o carisma com o qual elas tratam o publico, que fascinados ficam tão estáticos quanto elas.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Willian Gama, estatuísta, e declaradamente artesão.


Willian Gama vive em São Paulo.
Atua como figurinista, cenógrafo e estatuísta.
Tem vasto conhecimento na criação de
figurinos, cenários, adereços e objetos de cena.
Foi apresentado a arte do estatuísmo pela estatuísta Zá Pieta (Zilda Piedade dos Reis).
Estudou Moda/Habilitação Modelagem no SENAC Santo Amaro
e Vestuário no SENAI Bom Retiro. Estudou modelagens e
montagem de calçados no SENAI Ipiranga e Franca/SP.
Estudou Cenografia e Figurino Teatral com o professor
Cyro Del Nero e com Antunes Filho. Estudou História da
Arte no MASP - Museu de Arte de São Paulo e no MAM/SP -
Museu de Arte Moderna de São Paulo.
É Pesquisador das linguagens artísticas que compõem o estatuísmo, desenvolve,
confecciona, divulga e defende o estatuísmo como
linguagem artística e movimento cultural, social e artístico.
Apresenta suas obras, as estátuas vivas, em
Festivais de Teatro, Dança, Música, Exposições, Feiras e
Eventos.
Sendo pouco visto na Rua, porem deixando boquiabertos os estatuístas, colegas de profissão, quando leva suas obras até o publico. Quem quer ver esse artista, pode busca-lo em parques, como Villa lobos, e Ibirapuera, ou no centro da cidade as sextas feiras.
Como estatuísta Willian Gama se destacou pela sua criatividade, e habilidades como artesão, que o ajuda a criar diversas texturas inovadoras, suas estátuas vivas quando criam vida possuem sutileza que pedem para o imaginário poético e lirico. Já plasticamente, suas obras são cheias de formas harmoniosas, cores em contraste, e de um requinte maravilhoso.
E como ser humano é uma pessoa iluminada, Parabéns.





sábado, 29 de outubro de 2011

Estátua-viva usado como protesto, alerta: "bancário não é máquina"


Encontrei essa matéria, e achei fabulosa a maneira que usaram a ferramenta do estatuímo para protestar.
Estátua-viva alerta: "bancário não é máquina"
Bancários criticam instituições financeiras pressões excessivas sobre os trabalhadores (Foto: Gerardo Lazzari/Divulgação)
Um protesto na manhã desta sexta-feira (19), na avenida paulista, região central de São Paulo, marcou o lançamento da campanha salarial dos bancários na cidade. As negociações são promovidas de modo unificado em todo o país. Na capital paulista, estátuas-vivas são a forma de divulgar o tema da campanha: "Bancário não é máquina". A data-base é 1º de setembro.
A categoria considera que pressão e metas abusivas vem sendo aplicadas sobre os trabalhadores do setor, apesar da lucratividade das instituições financeiras. Para Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a categoria quer mais do que reajuste salarial de 12,8% (5% de aumento real, considerada inflação de 7,5%), três salários a título de participação nos lucros ou resultados e outras cláusulas econômicas. Ela vê necessidade de "uma mudança de postura dos bancos, que têm obrigação de contribuir com o crescimento do país".

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cidadãos e Artistas, compõe juntos as estátuas vivas.

Rodolfo Valentino ( Chê ) e Ronan (Bombeiro)


Existem duas formas para surgir um estatuista, ambas estão ligadas a um contexto social e político, vivido em nossos tempos. São elas: o cidadão em busca de subsistência, e que encontra na rua a possibilidade de ganhos financeiros, e o do artista, em busca de espaço, que também o encontra na rua. Dessas duas realidades, o artista, vai buscar ferramentas para comunicar idéias, quebrar conceitos, expor opniões, ele irá usar artes cênicas, artes plásticas, poesia, dança, entre varias outras linguagem para compor a obra, a estátua viva. Porem não vão fugir do conceito estético base: Iludir, para desiludir. Ele vai buscar iludir com Artes plática, buscando uma textura que se a semelhe ao material proposto, granito, ouro, porcelana, bronze entre outros, e com a estática, buscando um controle corporal tamanho, ao ponto da ilusão ficar perfeita. Quando o público está convencido de que aquele ser humano é uma estátua, a ilusão é quebrada, com as ferramentas de Artes Cênicas, a composição de personagem, musica, e até mesmo dança, gerando assim vida, de acordo com o personagem proposto pela plástica. Já o cidadão, ele vai trilhar outro caminho, nesse caminho ele busca a rua por necessidade financeira, uma busca por recurso de sobrevivencia. O que é muito comum em nossos dias. Ele passará primeiramente pela idéia base, sem a entender de maneira estética, e sim de maneira extintiva, ele compreende a idéia, " devo ficar imóvel e por fim, a cada contrubuição, devo surpreender o coloborador, me movendo". Essa é a idéia de maneira mais superficial, porem também é a base, e em cima disso o cidadão vai tentar compor algo, normalmente sem conhecimento de ferramentas artísticas, assim ele irá reproduzir trabalhos de outros artistas ou simplesmente compor obras menos funcional. Esse cidadão aos poucos, em contato com outros artistas ou até mesmo, em uma luta pessoal pela melhor comunicação, aprendendo a utilizar essa ferramentas na composição da obra... ou não. Quanto mais ele vai se aprofundando, mais ele aprende e muda sua obra, criando uma trajetória cronológica e evolutiva, interessantíssima. Quando esse cidadão não desenvolve essas ferramentas, ele estagna, pois não compreende sua função, tanto política, como social e artística. Podendo assim até mesmo abandonar o movimento. Esse cidadãos são de tamanha força no movimento quando o compreendem, pois eles passaram pelo processo inteiro, que vai desde o primeiro passo, que é a busca, seja financeira ou por espaço, até a compreenção de sua arte de maneira extitiva, autodidata. Já os artistas quando estão muito presos aos seus egos, não notam a importância, social e política que esse movimento artístico possui.